Pachelly Jamacaru no Sesc – Crato, CE

Ontem o projeto Armazém do Som nos deliciou com o show de Pachelly Jamacaru no Sesc – Crato, CE. Denominada Musi(CA)minhos, a apresentação traçou o perfil desse notável compositor.

foto: Dihelson Mendonça

Cratense, multi-artista, é também fotógrafo e poeta. Com três belos CDs gravados, o seu trabalho é elogiadíssimo pela crítica. Neste encontro, ele veio com uma proposta eletroacústica, muito bem sucedida, com um encontro despretensioso com o seu público.

Dentre as músicas tocadas, muitas emocionaram como “Alma Morena”, “Da Cor da Alegria”, “O Diário”.

O show compartilhou a participação de convidados no palco, que cantaram ao lado de Pachelly. Sendo eles o seu irmão Abidoral Jamacaru, grande compositor e músico também, o grande amigo Luís Carlos Salatiel, ator, músico/compositor, cinéfilo e produtor cultural, Dihelson Mendonça, pianista, arranjador, Compositor, Fotógrafo, e sem deixar de faltar o João do Crato, grande cantor caririense.

foto: Luís C. Salatiel

Como companheiros de palco, Pachelly contou com:

Da esquerda para a direita: Danilo (guitarra/violão), Aminadaber (contra-baixo/violão), Isaias (bateria), Nivando (saxofone) e Jairo Starkey (percusão).

Today: zipcar // tomate frito no pão?

ZIPCAR

Esse sim é um aplicativo gratuito na App Store para iPhone/iPod Touch bastante legal. Locação de carros é com ele mesmo. Um carro quando quiser, sem problemas. Tendo feito uma conta na Zipcar e estando nos Estados Unidos, simplesmente faça uma busca, no app, dos carros disponíveis próximos onde você está (isso mesmo, via GPS). Sem contar que ainda existem alguns filtros que você pode customizar como quer o veículo. Depois de ter escolhido o carro basta ir onde ele se econtra passar o zipcard em um sensor que existe no carro e destravar o carro direto do seu iPhone/iPod Touch. Para reabestecer é só também utilizar seu zipcard e ser feliz durante a “estadia” com o carro! Sem esquecer que os preços de locação são bastante em conta. O vídeo abaixo (via Macmagazine) mostra como realmente funciona.

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Recomeçando

Mudando de estratégia! Aqui, tudo o que eu achar massa! Textos, vídeos do cotidiano, dicas sobre tudo, questionamentos, fotos, um pouco de tudo.

Recomeçando com uma pouco do meu novo vício. Colecionar miniaturas de Dungeon&Dragons. Meu primeiro unboxing de muitos ainda por vir. Agradecimentos a Tenda do Zontel, melhor loja de suprimentos para sua campanha de RPG.

att, Man3co0 BG

Eterna Amizade

A idéia de amizade está presente em tudo que ocorre ao nosso redor. Tanto com aqueles amigos de tempo longínquo, como aquela amizade de poucos instantes.

De certa forma, aqueles amigos de anos e anos nos afetam mais sentimentalmente. Ao encontrar novamente velhas amizades que estavam distantes ou até mesmo perto, somos confidentes sobre tudo da vida, momentos bons ou ruins. Procuramos nelas sempre algum tipo de sentimento, felicidades ou até mesmo mágoas. Conversas vão e vem tanto sobre um como sobre o outro, não importando o quanto é confidencial ou não.

Por outro lado existem certas “amizades” que servem apenas para troca de informações e benefício próprio. Uma delas seria aquela pequena conversa na condução para casa coma pessoa que senta ao seu lado. Uma troca de informações. Outro exemplo seria na entrevista para o emprego. É regra tornar-se amigo do entrevistador naquele momento.

Enfim, amizade é idéia que nasce conosco, que perdura por toda existência da vida, querendo ou não, e que devemos levar na morte.

Cultura Nômade

Cultura representa o passado e o presente. O passado como força e unidade. O presente como qualquer “coisa” durante algum tempo.

Cada tribo, sociedade, clã, possuía uma força e uma união, sua cultura. Vindo dos seus antepassados e renovada a cada tempo, mais ela era fortificada. Cada sociedade tinha um ponto forte, e um ponto fraco irrelevante quando levado em questão. Quanto mais intensa era sua ideologia cultural mais tornavam-se unificados, uma unidade conjunta fortificada.

Porém o valor cultural vem mudando bastante. Em um dia segue-se algum dogma, preceito sem nem ao menos conhecê-lo, no outro dia procura algo totalmente contrário. De certa forma transforma-se em nômade, viajando de conceito em conceito, nunca conseguindo encontrar algo firme para seguir e cultuar.

Com isso, não consegue criar pontos fortes de apoio e nem fortificar os pontos fracos, os únicos que apresenta. Sem valor cultural todos somos clones um do outro e fracos perante a todos.

Verdade Omissa

A verdade e a mentira estão presentes no nosso conviver. Porém existem os mentirosos e outros que apenas omitem a verdade.

Mentir é o ato de não dizer a verdade, de errar no que diz, iludir, enganar. Vários são os adjetivos e sinônimos para a mentira. Entretanto, existem pessoas que por instinto, natureza, não conseguem dizer a verdade. E muitos até conseguem subir de vida contando mentiras, mas por outro lado levam consigo o medo da verdade.

E a omissão da verdade, pode ser considerada como mentira? Omitir define-se como o ato de deixar de fazer, dizer ou escrever. Algo omisso é algo que não foi mensionado, ou seja, não contar literalmente o que ocorreu. Não inventar uma história por cima, apenas omitir. Em casos críticos a melhor saída é omitir e não mentir. Se perceber que a verdade irá causar uma “tragédia”, o melhor será omití-la. Porém se a verdade for para benefício mútuo das partes, que ela venha à tona.

Enfim, nunca as mentiras e sim a omissão apenas em última instância. Verdade acima de tudo.

Sufocante

Sempre se sentiu só. A cada ano que passava fazia somente uma verdadeira amizade, passados 365 dias sempre existia uma maneira de perder o amigo conquistado.

Datas comemorativas para ele não existia, qualquer que fosse, era apenas + um dia comum e solitário. Sempre se perguntou o porquê do aniversario, em que só comemorou até os cinco anos, idade onde o ser humano deixa de ser manipulado, ou seja, passa a ter sua própria personalidade. Presente só recebia de si mesmo e ainda que raramente, e uma vez do único amigo que não dissipou.

Nunca entendeu o porquê das desilusões q o ocorria, pode-se dizer até que diariamente. A timidez sufocante era continua, sempre foi o único encalço em um relacionamento. Porquê de ser assim não sabia. Por que não consegui mudar. Ter problemas com as palavras. Conhecia as palavras, mas não sabia como usá-las.

Sua família dizia que queria lhe ajudar, mas sempre atrapalhava mesmo q indiretamente, mesmo sem perceber. Sua vida tem sido assim. Maioridade para ele só nas leis. Liberdade nunca teve só pra pensar e ao proferir suas idéias sempre era questionado.
Pondo fim até hoje, onde descobriu um lugar único para muitos desconhecidos, onde se pode prender na sua liberdade.

Faça a Felicidade

Qual seria o sentido da busca de alguém idealizado para que ela faça parte da sua vida em maior parte emocionalmente.

Mesmo que sem perceber seu dia-a-dia, além de seus afazeres rotineiros, a busca pelo ideal é constante. Num simples olhar você percebe que aquela pessoa é ou não compatível para você e seu sistema. Porém muitas vezes seu “olho” é falho, principalmente nós que utilizamos óculos, com todo respeito aos deficientes visuais. Quando você pensa ter encontrado a compatibilidade, a própria se mostra indiferente a você por motivos que nem ela mesma consegue explicar.

Enquanto existem outras que demonstram que querem participar do seu sistema e pelo fato do mesmo estar em falha, ela não é reconhecida. Quando se faz uma restauração, já não é mais compatível. Então sua busca continua do zero novamente com mais uma ferida no HD.

A dúvida em questão é: porque buscamos transformar aquela em que não é nosso ideal? O porquê de gostar muito mais da oposta a você. Por isso o termo de viver sempre em busca da felicidade e não de fazer a pessoa de quem gosta feliz, o mais importante.

Peixe Espada Entre Sardinhas

Dezessete e trinta como sempre no relógio em meu pulso quando pego a lotação para voltar para casa. Ônibus lotado. A maioria dos passageiros estavam em pé como eu, apoiados no bancos. Outros em equilíbrio com as pessoas que os cercavam.

Mesmo todos estando quase sufocados, o motorista ainda pára a lotação para novos passageiros.

A cada parada menos espaço, menos espaço e mais nos “fundíamos” nos tornando um só naquele aperto. Menos um homem que se encontrava como intruso naquele mundo.

Todo bem vestido e elegante. Terno e gravata. Agarrado a uma pasta, supostamente de couro legítimo. Seu relógio reluzia com os raios do sol, que já estava esvaidecendo-se. Pela cara bem barbeada e modelada em contraste às outras faces enrrugadas e desgastadas, não pertencia à massa que ali se encontrava. Seu olhar de desdem confirmava tudo, não esperava o momento para sair dali.

Enfim ele levantou-se do banco e acionou o botão da parada do ônibus. Com uma expressão de nojo, limpa sua mão, com receio do botão, no ombro de um passageiro. A lotação para. Enrroscando-se com as outras pessoas, consegue sair do ônibus. Ao deixá-lo para trás, sua cara de alívio é perceptível.

Cotidiano

Encontrei-me indeciso quando cheguei à praça São Raimundo, não sabia se entrava na praça ou se continuava apenas a vendo de longe. Se bem que era apenas um passeio para espairecer, livrar a mente do cotidiano. Mas não sei por que a indecisão.

Continuei pelo caminho observando tudo que passava aos meus olhos. Porém algo me chamou atenção ao focar a movimentada São Raimundo que mais parecia um pregão da bolsa de valores, mas isso não era problema, passava sorrateiramente e ninguém me notava devido ao meu tamanho. À medida que seguia pela praça, ouvia-se tudo e nada, muitas vozes se misturavam formando um dialeto complicado de entender-se.

A São Raimundo era a praça mais longa do bairro. Já estava cansado, resolvi parar e descansar um pouco em um dos bancos que ainda restavam, onde estava sentada uma moça com perfume muito adocicado. Pessoas iam e vinham de todos os lados, de todas as cores, de todos os tipos. Muitos felizes, outros tristes, impacientes e preocupados. Como era horário pós almoço, peguei vários tirando um belo cochilo ali mesmo, naquela correria toda.

Olhei para cima em busca do azul do céu, mas o que encontrei foram nuvens se amontoando para uma bela chuvarada naquele imenso calor. Ao voltar a vista, me deparei com um jornal vindo em minha direção, sorte a tempo que consegui me salvar. Depois desse susto resolvi voltar para minha colmeia, e mel a buscar junto com os outros zangões, meu cotidiano.